sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sucessão estadual mais perdida que cego em tiroteio

Candidatura de Armando Monteiro é a única consolidada até o momento
Se tem uma novela em que quase todos os atores estão atrapalhados, é a novela da sucessão estadual. Em Pernambuco, temos apenas uma candidatura colocada até o momento, a do senador Armando Monteiro Neto (PTB), que ao que tudo indica contará com o forte apoio do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, ambos do PT. Os dois têm declarado que desejam apoiar Armando, apesar de uma certa resistência da parte do PT estadual, principalmente a deputada estadual Teresa Leitão, o deputado federal João Paulo e o senador Humberto Costa. Mas como "gato escaldado tem medo de água fria", os petistas do estado podem estar agora dispostos a não comprar briga, como aconteceu em 2012, num ato que custou a permanência do partido na Prefeitura do Recife.

Mas a situação pior é na base do governo de Eduardo Campos (PSB). Sem nenhuma candidatura posta até o momento, o governador espera ainda definir seu candidato. Os especulados são o atual vice-governador João Lyra Neto, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, Paulo Câmara e Tadeu Alencar. Alguns socialistas estão incomodados com a demora do governador em escolher seu candidato, enquanto Armando Monteiro já anda pelo estado. O perfil dos dois primeiros nomes citados é mais político, porquanto um é líder político em Caruaru e o outro, em Petrolina. Mas os outros dois ainda são um tanto desconhecidos.

Um dos que ainda sofrem com essa indefinição é o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que espera ser candidato á reeleição com o apoio de Eduardo. Mas existe o medo de parte do PMDB que Eduardo venha escantear Jarbas para dar o lugar á algum dos nomes que venha a ser preteridos. Apesar disso tudo, Jarbas nega que seja interessado em cargos, mas o PMDB já elegeu como prioridade a reeleição de Jarbas.

Eduardo Campos será candidato a Presidente e isso exigirá mais o tempo dele fora do estado. Portanto, seu candidato terá que ser bem escolhido. Sem contar que o PT, ao contrário de 2012, está disposto a tudo para bater o candidato de Eduardo. E ainda ao contrário de dois anos atrás, Lula poderá até mesmo vir a Pernambuco. E o nome de Lula ainda pesa muito na escolha de um candidato na hora do voto.

Um detalhe curioso: dificilmente, uma candidatura que foi colocada por último, acaba saindo vitoriosa. A candidatura colocada primeiro costuma passar antes nos locais, visitar seu eleitor, seu povo. Não é sempre, mas raramente, essa candidatura colocada primeiro perde. Ou seja, se o governador Eduardo Campos continuar levando muito tempo para escolher seu sucessor, corre o risco de perder aliados, como Jarbas e o PMDB, e estará dando de mão beijada a vitória para seu ex-aliado Armando Monteiro Neto.

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