quarta-feira, 21 de março de 2012

VIVA AS DIFERENÇAS: HOJE É DIA DO PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN


 Gabriela (foto abaixo) têm síndrome de Down e Fábio um pequeno atraso mental, decorrente de um problema na hora do parto. A filha do casal, Valentina, nasceu em 19 de março de 2008, sem nenhuma deficiência. Ser feliz nem sempre significa que tudo é perfeito. Significa que você decidiu olhar além das imperfeições!



O QUE É SÍNDROME DE DOWN?
Síndrome de Down ou Trissomia do cromossoma 21 é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente.
Recebe o nome em homenagem a John Langdon Down, médico britânico que descreveu a síndrome em 1862.[1] A sua causa genética foi descoberta em 1958 pelo professor Jérôme Lejeune.[2], que descobriu uma cópia extra do cromossoma 21.[3].
A síndrome é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal[4]. Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento.
Pessoas com síndrome de Down podem ter uma habilidade cognitiva abaixo da média, geralmente variando de retardo mental leve a moderado. Um pequeno número de afetados possui retardo mental profundo. É o distúrbio genético mais comum, estimado em 1 a cada 800 ou 1000 nascimentos.
Muitas das características comuns da síndrome de Down também estão presentes em pessoas com um padrão cromossômico normal. Elas incluem a prega palmar transversa (uma única prega na palma da mão, em vez de duas), olhos com formas diferenciadas devido às pregas nas pálpebras, membros pequenos, tônus muscular pobre e língua protrusa. Os afetados pela síndrome de Down possuem maior risco de sofrer defeitos cardíacos congênitos, doença do refluxo gastroesofágico, otites recorrentes, apneia de sono obstrutiva e disfunções da glândula tireóide.
A síndrome de Down é um evento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais.


Dia de reflexão: portador de Síndrome de Down é nosso irmão e merece todo nosso carinho!




Portadores de Síndrome de Down pode levar uma vida normal.

Dançar balé, tocar piano, comer arroz, carne e batatas fritas são algumas das predileções da estudante Lyvia Mol Ribeiro Lopes, de 9 anos, que mora na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A garota, portadora da Síndrome de Down, está no 2º ano do ensino fundamental e não vê empecilho para desenvolver os afazeres do dia a dia. A mãe, Lidsy Mol Lopes, de 48 anos, também não acha nenhum tipo de limitação na vida da filha. “Eu trato a Lyvia normalmente, chamo a atenção quando é necessário”, afirma. Nesta quarta-feira (21), comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down.
Lyvia Lopes faz borboleta na aula de balé. (Foto: Alex Araújo/G1)Lyvia Lopes faz 'borboleta' na aula de balé. (Foto: Alex Araújo/G1)
Lidsy conta que, quando era solteira, dava aulas de natação para crianças com Down e autismo e sempre quis ter uma filha com a síndrome. “Casei, tive o primeiro filho, e nada. A segunda, e nada. A terceira, e nada. Aí eu já tinha desistido quando veio a Lyvia. Quando ela nasceu, eu percebi que ela tinha Síndrome de Down, antes do médico avisar”, diz.
Lidsy explica que, quando o pediatra foi dar a notícia, chegou cheio de cuidados, explicando que falaria sobre um assunto delicado. “Como eu já sabia, não foi surpresa pra mim. O meu marido e os meus filhos também receberam muito bem a Lyvia”, relembra.
Ainda de acordo com Lidsy, a sociedade, apesar de ter progredido, ainda tem preconceito, por falta de informação. “Eles [os portadores da Síndrome de Down] são inteligentes, mas aprendem no tempo deles, que é diferente do nosso, mas eles não são limitados por causa da deficiência”.
Para ajudar no desenvolvimento da garota, além das aulas de balé, piano e da escola regular, Lyvia frequenta sessões de fisioterapia e fonoaudiologia. Ela também já fez tratamento com uma terapeuta ocupacional. “O que eu gosto mais de fazer no balé é o plie”, diz a menina, referindo-se à flexão de pernas com as mãos suspensas.
“A Lyvia consegue acompanhar a turma, ela tem muita flexibilidade. Tem até demais. Quando ela não quer fazer alguma coisa, eu a deixo à vontade. Depois, ela mesma volta e faz. A Lyvia não tem nenhuma restrição e se eu precisar ser mais dura, eu também sou, com o consentimento da mãe”, diz a professora de balé, Mariana de Lucca, de 34 anos.
Lyvia com a professora de piano, Karina Gomes. (Foto: Alex Araújo/G1)Lyvia faz aula de piano. (Foto: Alex Araújo/G1)
Nas aulas de piano, Lyvia lê com tranqüilidade as notas musicais, abre o caderno das partituras e mostra, com desenvoltura, as músicas que toca e canta.
“Eu uso com a Lyvia a mesma técnica que uso com os outros alunos. O importante é respeitar a condição de aprendizagem de cada um. O caminho é ela quem vai trilhar e a Lyvia tem aprendido além das minhas expectativas. Ela tem uma memória fantástica. É uma via de mão dupla: ela aprende comigo e eu aprendo com ela”, elogia a professora de piano, Karina Botelho Gomes, de 46 anos.
Lyvia também gosta de tecnologia. Brincar de videogame e com os joguinhos no celular e no computador são passatempos da garota. E os escolhidos são dama e jogo da memória. Ah... ela adora brincar com as bonecas. Ver desenhos animados na televisão e brincar com o labrador Doky também são divertimentos para ela. Na escola, a menina diz que a matéria predileta é ciências porque explica sobre plantas e corpo humano. Quando o assunto é música, Lyvia não titubeia e conta que gosta do grupo mineiro Skank, especialmente da canção “É proibido fumar”.
Com tantas atividades e para compensar a correria da semana, às sextas-feiras vai à lanchonete para comer pão de queijo e beber refrigerante. Na escola, Lyvia disse que a melhor amiga é a Júlia, com quem gosta de brincar.
Lyvia Lopes com a mãe, Lidsy Lopes. (Foto: Alex Araújo/G1)Lyvia Lopes e a mãe, Lidsy Lopes.
(Foto: Alex Araújo/G1)
Tanta felicidade da filha compensou a abdicação do sonho profissional de Lidsy. Quando a menina tinha pouco mais de cinco meses de vida, Lidsy abandonou a carreira de decoradora para se dedicar à filhota. “Vi que eu tinha que dá o meu tempo para ela, viver para ela”. E a escolha deu certo e enche de alegria e orgulho a mamãe coruja.

 Segundo a musicista Silvana Nery, atual assessora de imprensa da Câmara Muncipal de Limoeiro, o Programa Música e Vida tem participado de momentos muito especiais com portadores da Sindrome de Down que como qualquer outra pessoa pode ser produtiva.





SEM DÚVIDA, GRANDES EXEMPLOS DE VIDA!

Fontes: Wikipédia e G1
Colaborou: Silvana Nery

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