terça-feira, 22 de outubro de 2013

OBSERVAÇÃO: INCOMPETÊNCIA DA CBF NÃO É DE HOJE

Não é de hoje que a CBF demonstra incompetência em gerir o futebol brasileiro, em alguns casos, até submissão a interesses de grandes clubes ou daquela determinada emissora apelidada de Vênus Platinada. Essa história que está acontecendo com o Santa Cruz é mais um capítulo da incompetência da entidade máxima do futebol brasileiro, que insiste e não gerir o futebol assim como deveria ser gerido. Vamos alguns exemplos:

O caso de 1987: A CBF não conseguiu impedir que 13 grandes clubes se reunissem e formassem o Clube dos 13 pra fazer um campeonato à parte. Conseguiu fazer um acordo com eles para o cruzamento de módulos, acordo que foi descumprido pelo queridinho da Globo Flamengo e o Internacional. Deu o título ao Sport, mas permite que Flamengo e Globo continuem afrontando a entidade máxima do futebol brasileiro, quando eles alegam que o clube carioca foi o campeão naquela era. Além do mais, por terem se recusado a jogar, o Flamengo e o Internacional deveriam ser punidos com um rebaixamento à série B de 1988, coisa que não aconteceu. O curioso é que o Coritiba, em 1989, cometeu o mesmo pecado, mas foi rebaixado. Dois pesos e duas medidas.

O caso de 1991/1992/1993: Quando o Grêmio desceu à Série B, em 1991, era para apenas dois clubes subirem no ano seguinte. Como o Grêmio fez má campanha em 1992 e ficou num modesto nono lugar, a CBF decidiu que subiriam 12 clubes, ao invés de 2, como deveria ter acontecido. Apenas Paraná e Vitória deveriam ter subido de divisão. Em 1993, para evitar o que acontecera dois anos antes, pasmem: havia um regulamento que impedia a queda dos grandes clubes. Por isso, mesmo o Atlético/MG sendo o lanterna, e o Botafogo, vice-lanterna, ambos não estavam entre os oito rebaixados daquele ano.

O caso de 1996/1997: Em 1996, o Fluminense e o Bragantino foram os rebaixados, porém, assim como aconteceu em 1987 para beneficiar Santos e Corinthians, houve um tapetão que livrou o tricolor carioca de disputar a Série B. Mas em 1997 não teve jeito, Fluminense desceu com tudo, e ainda foi para a Série C em 1998.

O caso de 1999/2000: Foi o maior festival de tapetões já vistos no futebol brasileiro. A CBF criou um regulamento, no qual os times para não serem rebaixados, tinha que contar também com a média de 1998. Com isso, Sport e Portuguesa, apesar de terem sido lanterna e vice-lanterna, não desceram por que fizeram boas campanhas em 1998. Mas havia um grande ameaçado: era o Botafogo. O caso Sandro Hiroshi foi a gota dágua, pois o São Paulo havia escalado irregularmente o tal jogador para a partida contra o Botafogo. Com isso, o placar de 6x1 para o tricolor paulista foi invertido em 7x0 para o clube carioca, que somou mais três pontos e castigou o Gama de Brasília, que preferiu não ficar calado e resolveu peitar a CBF. Para piorar, da Série B subiriam apenas Goiás e Santa Cruz, mas subiram também o Bahia e o América/MG. O Fluminense, campeão da Série C em 1999, deveria disputar a B em 2000, mas foi logo disputar a Série A. Tudo isso resultou na Copa João Havelange. Em 1999, haviam sido rebaixados Gama, Juventude, Botafogo/SP e Paraná, mas apenas os dois últimos disputaram a Série B em 2000.

O caso de 2005: A máfia do apito beneficiou o Corinthians, que foi o campeão brasileiro por causa de jogos remarcados. Isso prejudicou o Internacional, verdadeiro campeão daquela temporada. A CBF resolveu se colocar ao lado do Corinthians, mesmo dirigentes do clube paulista admitindo que o título havia sido "roubado". O Internacional, que reclamava pelo que era seu de direito, foi ameaçado de punição caso continuasse insistindo. Ou seja, foi prejudicado, roubado e ainda ameaçado de punição. Só para lembrar, na Itália, a Juventus fez a mesma coisa que o Corinthians, mas foi punida com o rebaixamento.

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