quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

CASO JENNIFER KLOKER: TODOS CONDENADOS



Quatro réus condenados. Após quatro dias de julgamento no Fórum de São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife, a juíza Marinês Marques Viana anunciou na tarde desta quinta-feira (13) a condenação de quatro dos cinco acusados pelo assassinato da turista alemã Jennifer Kloker, 22 anos, em fevereiro de 2010. O corpo da alemã foi encontrado às margens da BR-408, também em São Lourenço da Mata. 

Apontada como a mentora do crime, a ré Delma Freire, 51 anos, foi condenada a 32 anos de prisão (30 anos de reclusão em regime fechado e dois anos de detenção) por homicídio duplamente qualificado, motivo torpe e sem chance de defesa da vítima, além de formação de quadrilha e fraude processual. A condenada era sogra da vítima e, durante todo o período de investigação, negou participação na morte. Delma assumiu o crime apenas nessa quarta-feira (11), terceiro dia de julgamento. Delma admitiu a culpa depois que todos os réus a apontaram como mandante do assassinato.

Delma Freire confessou ser a mentora do crime, mas disse que a trama foi por amor ao filho (Fotos: Bernardo Soares/JC Imagem)

O marido da vítima e filho de Delma, Pablo Tonelli, 25, foi condenado a 25 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. Durante o julgamento, Pablo disse que sabia que Delma pretendia matar a esposa, mas que não podia  fazer nada por correr o risco de ser morto pela própria mãe.

Pablo Tonelli dirigia o veículo onde todos estavam no dia em que Jennifer oi morta, relatou Delma

Companheiro de Delma e pai adotivo de Pablo, o italiano Ferdinando Tonelli, 47, também foi condenado a 25 anos e seis meses de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha.

Defensor dos Tonelli afirmou que Ferdinando (foto) não precisava de dinheiro do seguro

Irmão de Delma Freire, Dinarte Medeiros, 42, foi condenado a 14 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por homicídio e formação de quadrilha. Após ter a pena de homicídio acrescida em 1/3 a juíza Marinês Marques Viana retirou a mesma por causa da delação premiada que ele fez ainda durante a investigação policial.

Os locais de cumprimento das penas será decidido pelo juiz de Execuções Penais num prazo de aproximadamente um mês. Até lá, os condenados, à exceção de Dinarte, voltam para as unidades prisionais onde estavam antes do julgamento - Delma, para o presídio feminino de Igarassu, no Grande Recife, enquanto Pablo e Ferdinando, para o Presídio Aníbal Bruno, no Recife. Dinarte, que não estava detido, poderá recorrer da sentença em liberdade. 

O quinto acusado por envolvimento no crime é Alexsandro dos Santos, apontado como executor dos tiros que mataram Jennifer. Ele não foi julgado junto com os demais porque seu advogado teve um mal súbito na manhã do primeiro dia do julgamento. Sem defensor, o julgamento de Alexsandro foi adiado para fevereiro de 2013. O réu respode por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. A pena de Alexsandro pode chegar a 30 anos.
http://www2.uol.com.br/JC/HTML_PORTAL/cotidiano/imagens/penas.jpg

JULGAMENTO - Em quatro dias de julgamento, defesa e promotoria tentaram provar seus pontos de vista. Primeiro dia, a segunda-feira (10) foi marcada por atrasos e discussões. Na ocasião, a defesa não aceitava a escolha dos jurados, o que seria uma estratégia para desmembrar o julgamento, adiando o júri de alguns dos réus. Após a confusão, o corpo de jurados foi formado por seis mulheres e um homem.

No segundo dia de julgamento, foi a vez de defesa e promotoria questionarem os réus. Nesse momento, teve início uma reviravolta que terminaria na confissão da ré Delma Freire, caindo por terra a linha de defesa do próprio advogado que apontava um latrocício como causa morte da alemã Jennifer Kloker. Primeira ser ouvida, Delma preferiu o silêncio. Em seguida, Pablo Tonelli, filho de Delma, revelou saber do plano da mãe para o assassinato, apontando-a como mentora do crime. Depois o companheiro de Delma, Ferdinando Tonelli, reforçou as acusações feitas pelo filho adotivo e admitiu ter planejado a morte da nora junto com a ré e o próprio Pablo. O último a ser ouvido foi o irmão de Delma, Dinarte Medeiros, que não acrescentou novidades ao que já havia dito durante as investigações do caso.

Na quarta-feira (12), terceiro dia, o julgamento teve um importante desdobramento. Antes do início do debate entre defesa e acusação, a ré Delma Freire pediu a palavra e confessou sua participação no crime. Ela alegou que arquitetou o assassinato por amor à família, afirmando que a vítima era drogada, traía o marido e agredia o filho de dois anos. O último dia ficou dedicado à reunião do conselho de sentença e letitura do veredicto.

Fonte :NE10

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