terça-feira, 14 de julho de 2020

O espaço da mulher na política - por Ruth Vieira*

Nos últimos anos, cada vez mais, o tema “Inclusão” tem sido pauta de diversos debates e ensejado a apresentação de projetos de lei, buscando a contemplação das classes minoritárias no contexto social, político e econômico.
São lutas históricas, que apesar dos avanços ainda parecem distantes de alcançar a igualdade exaustivamente tratada no famoso artigo 5º, da Constituição Federal.
A inclusão da mulher na política, por exemplo, deu gênese a obrigatoriedade dos partidos observarem o percentual mínimo de 30% do gênero, na composição da chapa dos candidatos, sob pena de indeferimento.
Todavia, essa medida apesar de honrosa, já que, supostamente tem por escopo a quebra de paradigma de um política dominada pelo universo masculino, tem se mostrado ineficaz à finalidade a qual se destina.
No momento atual, é sabido que muitas mulheres são convidadas pelos representantes partidários apenas para atender requisito legal, do percentual de gênero.
É necessário que as mulheres despertem para a real importância de adentrar no contexto político, para atender os anseios e necessidades peculiares do gênero. Hoje a política deve ser vista como o canal da luta pela garantia à igualdade de direitos, de espaços, de políticas públicas sociais e de segurança para todas as mulheres.
A união sempre foi fundamental nos processos de grandes conquistas na sociedade. Nesta premissa, é importante o apoio e o incentivo às mulheres para que as mesmas ecoem no universo político as vozes das ruas.
Aceitar ser usada como “laranja” é retroagir os grandes avanços! É imperioso o entendimento de que ter representação de mulher na política é tão ou mais importante do que o próprio direito de votar.
Façamos com que a inclusão concretize a igualdade de vez e de voz.
Palavras escritas geram leis, ações e mobilizações geram revoluções.
 *Advogada - Paudalho/PE

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