terça-feira, 6 de outubro de 2015

Clientes enfrentam dificuldades com a greve dos bancários em Limoeiro

O município de Limoeiro conta com cinco agências bancárias, mas a greve não acontece em sua totalidade. No primeiro dia de paralisação da categoria, apenas os bancos públicos estão de portas fechadas. De acordo com as gerências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, as unidades estão de portas fechadas para o atendimento ao público. A agência do Bradesco ainda não confirmou paralisação das atividades e aguarda uma assembleia interna ao longo do dia para decidir o rumo do movimento grevista. No momento, o atendimento acontece normalmente. Já a agência do Santander confirmou que os funcionários não aderiram à paralisação e os serviços continuam sendo ofertados.

Mas em Limoeiro, mesmo com o movimento de greve acontecendo em parte, muitos clientes começam a se sentir prejudicados. O agricultor Antônio Silva mora no Sítio Salobro, zona rural de Limoeiro. Ele saiu cedo de casa para pegar o boleto do financiamento rural, mas encontrou o banco de porta fechada. “Meu empréstimo vencerá no dia dez. Quero pagar para evitar juros, mas infelizmente não tem ninguém para atender. Vou tentar se algum funcionário pode resolver minha situação. Com essa greve quem acaba pagando o prejuízo é o cliente”, lamentou o homem do campo. O aposentado Severino Moreira tenta receber o benefício desde cedo, mas precisa pegar o novo cartão no balcão de atendimento. Com a greve ele pode voltar para casa sem receber. “Meu cartão não está funcionando. A ‘menina’ que fica aqui fora disse que tenho que pegar o novo cartão, mas com o banco fechado, fico sem saber o que fazer. Tenho que pegar o cartão para receber e pagar a fatura do cartão de crédito, pois se atrasar ninguém aguenta pagar juros”, relatou.

Em todas as agências os serviços do auto-atendimento funcionam normalmente, inclusive com os caixas abastecidos. Porém, a movimentação é intensa em decorrência do pagamento dos servidores estaduais. Entre as principais reivindicações, os bancários querem um reajuste salarial de 16%. Mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu 5,5% para os salários e vales. A proposta ainda inclui R$ 2,5 mil não incorporado ao salário. (Imagem | Divulgação)
 
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