sexta-feira, 20 de abril de 2018

Eleições Presidenciais 2018 - Panorama

Vem aí mais uma eleição presidencial, essa que deverá ser marcada por uma descrença geral dos brasileiros com a classe política. Provavelmente, será a eleição com o maior número de candidatos desde o ano de 1989, isso sem nem ter certeza quem serão todos os candidatos, sendo que alguns podem sair, outros podem entrar. Separamos aqui algumas características de alguns pré-candidatos, e quem sabe o eleitor possa analisar melhor. Afinal, é o futuro da nossa nação que está em jogo.

JOÃO VICENTE GOULART (PPL) - É filho do ex-presidente brasileiro João Goulart (1961-1964), que foi deposto pelo golpe militar de 1964. Na tentativa de defender o legado do pai, Goulart se lança nessa disputa para expor suas ideias e propostas.

Ponto Fraco - Pouco conhecido. O Brasil também parece averso a eleger parente de ex-presidente, uma vez que na História, só tivemos um presidente parente de ex-presidente: foi o Marechal Hermes da Fonseca (1910-1914), que era sobrinho de Deodoro da Fonseca (1889-1891).

ALDO REBELO (SOLIDARIEDADE) - Ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-membro do PCdoB e do PSB, Aldo se filiou ao Solidariedade, liderado nacionalmente por Paulinho da Força, sendo uma surpresa, pois o partido é rival político das duas outras legendas pelas quais passou. Aldo não teria gostado de ver Joaquim Barbosa no PSB.

Ponto Fraco - Ex-militante de um partido comunista, Aldo Rebelo conseguiria convencer os eleitores do Solidariedade a lhe dar um voto de confiança?

CIRO GOMES (PDT) - Ex-ministro da Fazenda, ex-governador do Ceará, Ciro Gomes se prepara para sua terceira disputa eleitoral, tendo sido as outras duas em 1998 e em 2002. Ciro tem ligações com a esquerda e sonha ainda em ter o apoio do PT. Ciro tem uma vasta experiência política no currículo que o credencia para a disputa.

Ponto Fraco - Conhecido por ser uma pessoa de "pavio curto", isso pode lhe trazer sérios problemas se não consertar isso. Poderá ser explorado pelos adversários algumas de suas maiores polêmicas, como chamar um eleitor de burro em 2002, além de polêmicas mais recentes, como a briga com um membro do MBL (Movimento Brasil Livre).

FLÁVIO ROCHA (PRB) - Proprietário da Riachuelo, o pernambucano Flávio Rocha defende o livre mercado e é um dos maiores combatentes das ideias socialistas. Rocha acredita que "menos estado" é a solução para a corrupção. Segundo ele, o aparelhamento do estado promove toda a falta de ética.

Ponto Fraco - Rocha é a favor das reformas recentemente aprovadas pelo Governo Temer, além do que sua loja já sofreu alguns processos, por violações nas leis trabalhistas.

FERNANDO COLLOR (PTC) - Com a experiência de já ter ocupado a Presidência (1990-1992), Fernando Collor de Mello, atualmente senador por Alagoas, jamais escondeu que sonha em voltar ao cargo do qual foi destituído por um processo de impeachment há 26 anos.

Ponto Fraco - Os adversários poderão explorar justamente o processo de impeachment do qual foi alvo, tendo sido o primeiro presidente afastado por impeachment (o segundo foi Dilma, em 2016), além das inúmeras denúncias que envolveram o seu nome. Ainda hoje, muita gente associa seu nome à corrupção.

JAIR BOLSONARO (PSL) - Segundo lugar nas pesquisas eleitorais e primeiro sem a presença de Lula, o deputado federal Jair Bolsonaro conquistou inúmeros seguidores Brasil afora, muitos deles que estão revoltados com o atual sistema político. O militar da reserva ainda tem um discurso abertamente conservador de direita, o que faz com que depois de tanto tempo, pessoas que têm tais ideias se sintam representadas.

Ponto Fraco - Claramente se envolve em polêmicas, já foi alvo de denúncias por racismo, apologia à tortura e apologia ao estupro. O deputado ainda postou recentemente na rede social um vídeo onde oferecia capim aos eleitores de Lula. Não é raro ver o deputado envolvido em brigas e discussões acaloradas, além de defender abertamente o Regime Militar (1964-1985).


MANUELA D'ÁVILA (PCdoB) - A jovem deputada gaúcha pode ser a herdeira de muitos votos da esquerda caso Lula não consiga ser candidato a presidente. Mesmo se colocando como adversária na disputa do primeiro turno, Manuela tem feito inúmeras defesas ao ex-presidente.

Ponto Fraco - Pouco conhecida ainda fora do seu estado (Rio Grande do Sul), Manuela ainda terá que enfrentar outras resistências, já que as ideias de esquerda nesses últimos tempos anda sendo combatida e demonizada, e ela terá muito trabalho para convencer eleitores do contrário. Além do mais, os eleitores de Lula costumam dar preferência a votar em alguém que seja do PT, rejeitando até mesmo partidos aliados.

LULA (PT) - O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que já ocupou a presidência entre 2003 e 2010, tem a seu favor alguns avanços econômicos e conquistas sociais, além de ter desfrutado de uma grande popularidade. Mesmo preso, o petista ainda consegue alto número nas pesquisas, sendo ainda o primeiro colocado. Na prisão, Lula aguarda o resultado do que vai acontecer com outros políticos denunciados. A depender do resultado, Lula poderá reforçar seu discurso de perseguido político, o que poderá lhe dar uma força maior.

Ponto Fraco - Foi preso no dia 07 de abril. O petista poderá ser impedido de concorrer à Presidência. E caso isso ocorra, o PT não conseguiu ainda renovar seus quadros e pensar em outro nome. Jacques Wagner e Fernando Haddad não emplacam, e Gleisi Hoffman e Lindberg Farias, outros petistas que poderiam ser esses nomes, estão denunciados na Lava Jato.

GERALDO ALCKMIN (PSDB) - Governador de São Paulo por quatro vezes, o tucano vai disputar pela segunda vez a Presidência (a primeira foi em 2006, quando enfrentou Lula em seu auge). Possui uma vasta experiência na área política, que lhe credencia para a disputa e para tentar recolocar o PSDB de volta ao poder após 14 anos.

Ponto Fraco - O seu governo enfrentou a denúncia da máfia da merenda, em São Paulo, além do que, Alckmin se livrou recentemente de ser investigado pela Operação Lava Jato. Outra ameaça ao candidato vem de Minas Gerais: Aécio Neves, que está atolado em denúncias de corrupção, e é do seu partido, pode prejudicar sua segunda tentativa de chegar ao Poder.

JOAQUIM BARBOSA (PSB) - Ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa conquistou admiração e respeito dos brasileiros na época que condenou réus do Mensalão do PT. Barbosa também tem uma imagem a passar do "não-político", e de alguém que veio de baixo (foi faxineiro), podendo conquistar inúmeros eleitores, num tempo em que vários políticos estão enrolados em denúncias.

Ponto Fraco - Ainda não decidiu ser candidato. Pesam contra ele ainda o fato dele ser pouco carismático e averso a assédios.

LEVY FIDELIX (PRTB) - Tenta mais uma vez a Presidência. Com um discurso de direita, conservador e moralista, o candidato tenta conquistar os eleitores que defendem temas como família tradicional e que são contra o aborto e a liberação das drogas.

Ponto Fraco - Não conseguiu vencer sequer uma disputa em sua carreira política. Alguns o apontam como "candidato folclórico", o que dificulta alguns de levá-lo a sério.

GUILHERME BOULOS (PSOL) - Membro do MTST, Guilherme lembra muito o "Lula jovem", tanto na aparência como nas ideias, o que pode facilitar para conquistar eleitores de Lula caso este não possa concorrer à Presidência.

Ponto Fraco - Os mesmos atribuídos à Manuela D'ávila: Pouco conhecido fora e resistência atual à ideias de esquerda, já que o conservadorismo cresceu muito recentemente no Brasil.

MARINA SILVA (REDE) - Ambientalista e ex-senadora, Marina Silva se credencia para disputar a Presidência pela terceira vez, após quase quebrar a polarização PT-PSDB em 2010 e em 2014. Após Lula e Bolsonaro, é Marina quem está melhor colocada nas pesquisas e em caso de ausência de Lula, Marina pressiona Bolsonaro nos números, chegando a vencê-lo no segundo turno.

Ponto Fraco - Ainda precisa ser mais clara em algumas ideias, visto que em 2014, ela enfrentou críticas por mudar de posição com frequência. Acusada por esquerdistas e direitistas de "ser em cima do muro", Marina enfrenta ainda algumas resistências entre evangélicos, por causa do seu passado militante do PT, por suas posições quanto a casamento gay e aborto, e liberalização das drogas. Ainda enfrentou algumas delações recentes por causa de doações da Odebrecht na campanha de 2014. Terá que se explicar sobre muitas coisas.

PAULO RABELLO DE CASTRO (PSC) - Mais um que vai tentar conquistar o voto dos conservadores, Paulo é filiado ao PSC, partido que até há pouco tempo abrigava Jair Bolsonaro em seus quadros.

Ponto Fraco - Como a maioria, pouco conhecido no Brasil.

MICHEL TEMER (MDB) - Presidente atual, Michel Temer ainda não confirmou oficialmente sua entrada na disputa, mas tentará defender seu legado de reformas e a recuperação econômica do Brasil. Tornou-se presidente após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), de quem era vice.

Ponto Fraco - Também atolado em denúncias, seu governo é o mais impopular da história recente do Brasil. Temer ainda tem a pecha de "golpista", já que a esquerda atribui a queda de Dilma à sua traição. Temer ainda fez recentes reformas impopulares, e consegue ser odiado tanto pela direita como pela esquerda.

RODRIGO MAIA (DEM) - Atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia pode se tornar o primeiro estrangeiro a presidir o Brasil. Ele nasceu no Chile, durante o exílio do seu pai, César Maia. Rodrigo foi um dos responsáveis pelo novo crescimento do DEM, partido que estava praticamente extinto e que ganhou nova força política.

Ponto Fraco - Também envolvido com problemas, e ainda pode enfrentar resistência de Temer, de quem  é aliado - por enquanto.

JOÃO AMOEDO (NOVO) - O empresário João Amoedo é uma novidade nessas eleições. De ideias liberais e democratas, Amoedo defende o livre mercado.

Ponto Fraco - ainda pouco conhecido no Brasil, Amoedo tenta expandir suas ideias para conquistar o eleitorado. Mas tem potencial pra crescer.


HENRIQUE MEIRELLES (MDB) - Ministro da Fazenda, responsável pela melhora do índice econômico, com experiência de ter sido presidente do Banco Central no Governo Lula.

Ponto Fraco - Pode não entrar caso Michel Temer se aventure na disputa. Ele também se tornou impopular por ter defendido as reformas.

ÁLVARO DIAS (PODEMOS) - O senador paranaense tenta a presidência pela primeira vez em sua história. A seu favor, bandeiras levantadas como fim do foro privilegiado para políticos. Pode ser mais uma opção para aqueles que procuram um nome que não teve envolvimento com escândalos.

Ponto Fraco - Os adversários podem explorar o fato dele já ter sido do PSDB.

VALÉRIA MONTEIRO (PMN) - Jornalista, 53 anos, Valéria Monteiro, ex-apresentadora de telejornais da Globo, poderá ser mais uma novidade nesta eleição.

Pontos Fracos - Enfrenta resistência dentro do seu próprio partido e ainda há poucas propostas, já que ela tem priorizado críticas ao candidato Jair Bolsonaro.

JOSÉ MARIA EYMAEL (PSDC) - Eternizado no slogan "Ei, ei, ei, Eymael, o democrata cristão", lançará mais uma vez sua candidatura à presidência, defendendo a plataforma de "transformar o Estado de Senhor em Servidor".

Ponto Fraco - Geralmente entra só para participar, e tem pouco tempo para apresentar suas propostas.


Estes são alguns dos candidatos, podendo ainda, claro, ter alterações no decorrer.








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