quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pediatra denuncia falta de medicamentos básicos no Hospital Regional de Limoeiro



O plantão desta quarta-feira (15), no Hospital Regional José Fernandes Salsa (HRJFS), em Limoeiro, foi marcado pela falta de medicamentos básicos. A situação acabou refletindo na qualidade do atendimento, principalmente, no setor da pediatria. A grande quantidade de famílias buscando a unidade hospitalar e retornando sem a aplicação da medicação deixou a médica do plantão revoltada. A pediatra Maria Helena quebrou o silêncio e contou que as crianças estavam sem atendimento devido. “Nós não temos Aerolin spray para fazer o puff em crianças, não temos máscara de nebulização, que está em falta, também. Estou simplesmente prescrevendo as medicações e a enfermagem retorna dizendo que não está fazendo pela falta de máscara e agora pela falta de Aerolin. Também está faltando Hidrocortisona. É medicação básica. E esse fato não é apenas em Limoeiro, mas falta medicamento no Estado todo”.

A médica também disse que fez contato com a direção administrativa, mas o retorno não foi resolutivo: “Falei com Maurício (do setor administrativo) que trabalha diretamente com a direção do hospital, expliquei a falta de medicação e ele pediu que entrasse em contato com o diretor médico, que seria Erivelton, ou então o próprio diretor do hospital (Roberto Rios), mas eu acho que pela hierarquia deveria ser de diretor para diretor”. Com uma fila de espera no corredor e uma criança de um ano e sete meses no consultório, a médica chegou a afirmar indecisão nos procedimentos. “Agora eu tenho uma criança que está bem cansada, precisa continuar a medicação, precisa de internamento, e eu não sei o que vou fazer. Ela está a minha frente, tenho que tomar uma atitude. Acho que vou transferir para algum lugar, onde ela possa ter acesso às medicações para serem feitas”, disse Helena.
A médica também apresentou a nossa reportagem uma lista (abaixo) com aproximadamente 20 medicamentos que estão faltando na farmácia do HRJFS. A direção da unidade foi procurada pela nossa reportagem, mas não havia ninguém para nos atender. Quando a nossa reportagem deixou o hospital, por volta das 20h, a menina e a mãe, residentes na zona rural de Passira, estavam em atendimento desde o início da tarde. Na manhã desta quinta (16), o nome dela não constava na lista de transferência. Ainda não temos informações detalhadas de como transcorreram os demais atendimentos.
 
FONTE: BLOG DO AGRESTE
 

 
 

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