sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

As idas e vindas do PT e do PSB

 

Mais uma vez, ao que tudo indica, o PT e o PSB se afastaram. O PT rompeu com o governo do estado e ventila com o nome de Humberto Costa para governador em 2022. Para Humberto, nada mal, pois mesmo se perder, tem mais quatro anos no Senado Federal. 

PT e PSB caminhavam juntos na década de 90, tendo sido Humberto inclusive candidato a senador na chapa de Miguel Arraes em 1998, sendo que ambos saíram derrotados. Em 2002, cada um partido lançou seu candidato, (o PT, Humberto e o PSB, Dilton da Conti), e poderiam até ter se unido em um segundo turno não fosse a vitória de Jarbas Vasconcelos ainda no primeiro turno. 

Em 2006, novamente os dois partidos lançaram seus candidatos: Eduardo Campos pelo PSB e Humberto Costa pelo PT. Mendonça Filho, do DEM, classificou-se para o segundo turno contra Eduardo. Foi quando Humberto declarou apoio a Eduardo e a partir daí, PT e PSB se uniram pra valer. Eduardo venceu, a na eleição seguinte, Eduardo candidatou-se e deu uma das vagas do Senado para Humberto. Ambos, ao lado do outro senador Armando Monteiro (PTB na época), saíram vitoriosos. 

Mas a partir de 2012, PT e PSB começaram a ter relações estremecidas. Com a polêmica do PT em impedir João da Costa em disputar a reeleição, o PSB acabou lançando Geraldo Júlio, que foi vitorioso, impondo uma derrota a Humberto, que ficou em terceiro lugar, atrás até mesmo de Daniel Coelho (PSDB na época). 

Em 2014, Eduardo saiu candidato a presidente, rompendo de vez com os petistas, que apoiavam a reeleição de Dilma. Eduardo acabou morrendo em um acidente aéreo em Santos. Mesmo assim, com um discurso antipetista, o PSB foi vitorioso com Paulo Câmara, sucessor de Eduardo. Na época o PSB teve apoio até mesmo de DEM e PSDB. 

Nas eleições de 2018, os dois partidos voltaram a se unir, com Humberto candidato a senador na chapa de Paulo Câmara, sendo ambos reeleitos com Jarbas Vasconcelos (MDB) para a outra vaga de senador. Parecia que enfim, PT e PSB tinham refeito o casamento. Até 2020, quando quis o destino que João Campos, do PSB e Marília Arraes, do PT, disputassem o segundo turno, sendo uma das disputas mais acirradas da história, sendo João eleito. Foi aí que a separação começou pra valer.

 

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