quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dilma é afastada definitivamente e Temer assume

Hoje, dia 31 de agosto de 2016, a presidente Dilma Rousseff (PT), foi afastada de vez da presidência, e assume neste momento Michel Temer (PMDB), para um mandato-tampão que vai até o dia 01 de janeiro de 2019.

No Senado, 61 senadores votaram a favor do afastamento, e 20 votaram contra. Já em relação a suspensão de direitos políticos, Dilma conseguiu mantê-los. Foram 42 votos a 36. (precisava atingir 54 votos para ela perder também os direitos políticos).

Agora, Temer é presidente de fato e de direito. E Dilma está fora. O PT pagou caro por erros políticos que cometeu, principalmente durante o mandato de Dilma.

É o segundo impeachment que atinge um presidente desde 1992, quando Fernando Collor perdeu o mandato e assumiu Itamar Franco. E Collor, atualmente senador, teve menos sorte que Dilma, uma vez que teve seus direitos políticos suspensos até o ano 2000.

Dilma Rousseff, em 2010, foi escolhida do então presidente Lula para disputar a presidência da República, contra o tucano José Serra. Mesmo sabendo e tendo conhecimento do passado de Temer (que foi contra direitos importantes na Constituinte de 1988 e foi aliado de FHC), o PT o aceitou como vice em sua chapa, algo que se repetiu em 2014.

O PT, com isso, pagou por se afastar de suas raízes históricas. As conquistas sociais dos dois mandatos de Lula acabaram também sendo colocadas em risco. Ao se aliar a partidos fisiologistas como o PMDB, pôs em risco seu futuro. O segundo governo de Dilma acabou sendo tumultuado com uma crise econômica, aumento de impostos e medidas neoliberais que não condizem com a história do PT, partido fundado na esquerda em 1980 - algo admitido até mesmo por petistas.

O enfrentamento de Dilma com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), foi o ponto de partida para esse processo. Cunha, que tem  um gênio vingativo e é investigado por casos de corrupção, acabou aceitando o impeachment de Dilma, depois que rompeu com o governo. Com isso, a oposição, representada por PSDB, DEM, PPS, PSB, SDD, e tantos outros, acabaram ganhando uma força que antes não tinham.

Em março de 2016, aconteceu o rompimento do PMDB com a presidente, o que deu ainda mais força à oposição. No dia 17 de abril de 2016, foi aprovado na Câmara o encaminhamento do processo ao Senado. O deputado federal Ricardo Teobaldo (PTN), votou contra o impeachment.

No Senado, o processo foi aceito no dia 11 de maio e a presidente foi afastada, cabendo a Temer (que era o vice, vale lembrar), assumir como presidente interino. Dilma tinha até 180 dias pra se defender, mas o processo, que poderia se arrastar até novembro, acabou sendo antecipado para agosto, como aconteceu hoje.

Agora, temos incerteza quanto ao futuro da nação. O presidente, que era o vice de Dilma, não inspira confiança no povo brasileiro. Dilma, em seu discurso, já depois de ter perdido o mandato, já prometeu que "fará oposição" ao governo empossado hoje. Temer deverá tomar medidas impopulares, o que aumentaria ainda mais a insatisfação do povo brasileiro com o futuro da nação. Em 2018, caberá ao povo dar sua resposta. E ninguém melhor que o povo para isso - por isso, sempre defendi novas eleições - pois os que a julgaram hoje no Senado, muitos deles - dos dois lados - têm pendências na Justiça. Dilma cometeu erros, porém será que grande parte dos senadores teriam moral para fazer o julgamento que cabe ao povo?


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